quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O que é a liberdade? E é você Livre?

Quantas pessoas é que realmente reflectem sobre esta questão? Na maioria dos casos tal questão não existe, nem sequer é alvo de reflexão.

O Homem na sua maioria vive, certo e convicto de tal resposta, ele pensa e julga saber o verdadeiro significado da liberdade.


Se questionarmos o homem, qual a sua opinião, acerca do verdadeiro significado da Liberdade, a resposta será unânime, a Liberdade consiste na opção de escolha que o Homem possui para com a Vida, é a capacidade de optar por qualquer acção, que desejar tomar.

Se perguntarmos se ele se julga livre? Na maioria dos casos, a resposta será sim, o Homem considera-se livre, de virar á esquerda, de virar á direita, de concordar ou não concordar, em tudo o Homem têm a capacidade e o livre arbítrio para com a vida.

Contudo se confrontarmos o Homem com uma situação desagradável, o parecer facilmente será outro, e contraditório. Vejamos o seguinte exemplo:


O despedimento colectivo numa empresa, facilmente coloca o Homem despedido, numa posição dual, isento de responsabilidades. Aqui o Homem, depressa julgará a situação em causa como culpa do Patrão, ou obra do destino. Nesta situação a liberdade deixou de existir, colocando-se assim numa posição de vítima, a liberdade cessou, e o que lhe aconteceu foi proveniente de factores externos a si.

Por outras palavras, quando algo corre “mal” na vida de uma pessoa, a reacção é na maioria dos casos, a seguinte: “a culpa é do estado, do amigo, da mulher, do filho, da divida, da crise, dos corruptos, do criminoso, do sistema, do destino, etc. etc.”

A responsabilidade passa então a ser exterior a si, e não uma responsabilidade sua.


Mais ainda, são inúmeras as vezes que o Homem inconscientemente toma decisões em prol do seu pensamento, digo inconscientemente, não porque ele não sabe o que está a pensar, mas sim porque desconhece a natureza do mesmo.


Vejamos o seguinte exemplo: “O João pretende chegar a casa cedo, após um longo dia de trabalho, depara-se com uma operação de Stop da briga de trânsito metros á frente, o seu pensamento de imediato é de receio, face a uma eventual paragem obrigatória por parte da polícia, numa tentativa de evitar o mesmo, faz inversão de marcha a fim de optar por outro caminho”.


A liberdade do João esteve condicionada, um condicionamento inconsciente, o João deixou de seguir um rumo em prol de um receio, o medo fez com que o João opta-se por outro caminho e por consequência condicionou a sua liberdade.

Nada absolutamente nada podia prever que a operação de Stop, realmente o obrigariam a parar, contudo para o João essa era a realidade dele.


Grande parte da Humanidade vive em constante medo da vida e de si mesmo. O Homem entra em guerra, devido ao desejo de ter poder, que por sua vez esconde o medo de não o ter. O mundo está como está, porque a o Homem vive uma liberdade condicionada.

Condicionada pela mente, pelos seus próprios pensamentos. A Hipótese de que ele é um SER livre na plenitude, e que tudo lhe acontece é da sua inteira responsabilidade, é posto de parte. Contudo ele é o co-criador da sua realidade, o Homem que fora despedido no exemplo acima mencionado, foi despedido, porque em certa e determinada altura da sua vida, ele assim o receou que acontecesse. O prório receio criou essa realidade, quando receamos algo, estamos literalmente alegar que tal pode acontecer, na nossa mente tal acontecimento é ponderado como possivel. Se classificarmos a mente como o lápis que escreve a nossa Vida, então a Observação meticulosa sobre a mente faz todo o sentido.


Conscientemente e Inconscientemente o Homem cria a sua realidade, digo inconscientemente, porque ninguém conscientemente se auto mutilaria, ou desejaria ser despedido. A Vida só o faria de forma inconsciente, não está na vontade da Vida auto mutilar-se. Prova disso é sua respiração que neste momento não Pará, a vontade da Vida é Viver e auto consciencializar-se o que é Viver.


Todo o pensamento, emoção, sentimento, desejo, pressentimento, julgamento e opinião interferem na liberdade e no processo de criação da realidade de cada um.

Mais ainda, a sua opinião neste momento, é prova disso, a liberdade concede-lhe concluir as ilações sobre este artigo, como falso, verdadeiro ou possivelmente verídico, é você que decide. Toda essa decisão, é fruto da sua experiencia para com a vida.

Porém a Honestidade revelar-lhe á, se o que leu neste texto, é alvo de experiencia sua no passado ou não. Quer isto dizer que, se nunca experienciou tais acontecimentos, se nunca auto Observou-se a si mesmo, ao ponto de relacionar tais acontecimentos. Então não pode alegar que é falso, quanto muito pode alegar que não sabe.


Convido o a essa introspecção, a Observar-se a si mesmo, olhar para dentro, e verá que os seus pensamentos, julgamentos, criticas, emoções, e sentimentos, estão de certa forma criando e moldando a sua realidade exterior. Verá, que o que pensa dos outros, ou até mesmo do exterior, coincide exactamente com o que pensa, porquê? porque você está criando a sua realidade.

“every step of the way”.

O Convite que a Vida lhe faz é, Observe e liberte-se dos seus medos, para então seguir o seu Coração.

PAZ

Um comentário:

CC disse...

eu deixo uma pergunta para a introspecçao que referiste:

se existisse algo de confortavel , de positivo nessa situaçao, o que seria?

se tiverem coragem de ouvir a vossa propria resposta, trarao á luz o ponto crucial onde devem "trabalhar"... para deixar de criar essas realidades...

abracinho